15/02/25

A origem da claustrofobia

Olá, pessoa que chegou aqui! Tudo bem com você? Espero que sim! Eu vou indo bem, e voltei aqui pra falar um pouco mais sobre o assunto do post anterior - a claustrofobia. Como falei no post do dia 09, eu tive um ataque de pânico por conta da claustrofobia - problema que tenho desde criança. Mas não consegui falar sobre a origem do problema.

E foi pra isso que voltei aqui hoje. Bora lá? Bora!

Isso foi um bom tempo atrás. Quando eu tinha 11 anos, estávamos passando as férias na cidade natal da minha mãe, como sempre fazíamos quando éramos crianças. Estávamos por lá, e uma das nossas primas resolveu nos levar para passear no carro do pai. Coisa bastante normal, a gente costumava ir tomar banho de rio tranquilamente, e voltar sem qualquer problema. Mas nesse dia, claro, não foi assim.

Estávamos no carro: a prima, uma tia (que não era a mãe da prima), meu irmão, minha priminha de 5 anos, e eu. Como era bem normal naquela época, ninguém estava de cinto de segurança. Coisas dos anos 90, sabe como era. Se não sabe... bem, eu acho que perdeu algumas coisas legais. Mas não é meu lugar determinar isso. Sou apenas uma narradora de fatos. Continuando...

Não lembro direito se o problema ocorreu na ida ou na volta, mas acho que foi na volta. Estávamos indo de boa, e passamos por uma rotatória. A estrada era horrível, coisas de interior. E em algum ponto, passamos em cima de um buraco, e nisso o bendito carro saiu voando e capotou algumas vezes, antes de parar com o teto do carro no chão, poeira pra tudo que é lado, e as duas adultas inconscientes. Cada um de nós fez uma coisa no desespero. Meu irmão (um ano e meio mais velho que eu) saiu do carro não sei por onde, e começou a tentar virar o carro de volta para a posição certa. Minha priminha (como era de se esperar de uma criança) começou a chorar. E eu, que entrei em pânico, achando que a prima motorista e a tia estavam mortas e que a prima pequena iria morrer se a gente não saísse do carro, comecei a socar um vidro para sair, arrebentando minha mão toda.

Eu não lembro muito bem dos detalhes - foi há muito tempo e eu estava apavorada -, mas um caminhoneiro que estava passando nos viu e parou para nos ajudar. Não lembro como, mas ele conseguiu nos dar uma carona de volta para a casa da avó. Felizmente, o ferimento da prima não foi sério, a tia ficou bem, a priminha não se machucou. Só eu mesma me machuquei - o pescoço machucado, uma concussão, e a mão esquerda toda ferida com os pedaços de vidro. E, claro, depois disso eu fiquei com um verdadeiro pavor de ficar presa em qualquer lugar. Ou de ter a sensação de que estou presa. E essa foi a origem da minha claustrofobia.

Mas por enquanto é só isso mesmo! Depois eu volto com mais!

Um abraço carinhoso, e até o próximo post!

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